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Lojista organizando o estoque na prateleira

Por que o controle sempre desanda

O motivo mais comum não é preguiça: é que venda e estoque viram dois controles separados. A venda acontece no balcão e a baixa do estoque fica para depois. Como o “depois” depende de alguém lembrar, o desencontro começa em dias.

A correção estrutural é fazer a baixa acontecer no mesmo ato da venda. É isso que um PDV resolve — não por ser sofisticado, mas por eliminar a segunda etapa.

Passo 1 — Faça o inventário inicial (sem tentar fazer tudo)

O erro clássico é parar a loja para contar todos os produtos e desistir no meio. Comece diferente:

  1. Liste os produtos que você vende com mais frequência — normalmente uma minoria responde pela maior parte das vendas.
  2. Conte a quantidade real desses itens na prateleira e no depósito.
  3. Registre quantidade, preço de venda e custo de compra de cada um.
  4. Vá completando o restante conforme repõe: quando chegar mercadoria nova, cadastre antes de colocar na prateleira.

Passo 2 — Faça toda venda passar pelo mesmo lugar

Não adianta o cadastro estar perfeito se metade das vendas sai sem registro. Isso inclui a venda fiada, a venda para conhecido e a que o funcionário fez enquanto você não estava. Toda saída de mercadoria precisa gerar um registro.

Passo 3 — Registre também o que entra

Compra de fornecedor, devolução de cliente, perda por quebra ou validade vencida. Estoque que só registra saída fica errado tão rápido quanto o que não registra nada.

Passo 4 — Descubra quanto dinheiro está parado

Com quantidade e custo cadastrados, esse número deixa de ser chute:

Exemplo ilustrativo

Dinheiro investido em mercadoria

Categoria A — 120 itens R$ 8.400,00
Categoria B — 340 itens R$ 5.100,00
Categoria C — 890 itens R$ 3.200,00
= Total parado na prateleira R$ 16.700,00

Números fictícios. Para muita loja pequena, esse total é maior que o saldo em conta — e é a explicação de vender bem e não ter dinheiro.

Passo 5 — Use a curva ABC para decidir a compra

Com centenas de itens, analisar tudo é impossível. A curva ABC classifica os produtos por participação no resultado:

ClasseO que costuma serO que fazer
APoucos itens, maior parte do faturamentoNunca deixar faltar
BGiro intermediárioRepor com regularidade
CMuitos itens, pouca participaçãoComprar menos, avaliar remarcação

A conversa útil está na classe C: é onde costuma estar o dinheiro parado que você nem sabia que tinha.

Erros comuns

  • Contar estoque uma vez por ano e achar que o número vale o ano inteiro.
  • Cadastrar preço de venda e esquecer o custo.
  • Deixar a venda fiada fora do registro.
  • Repor por memória em vez de olhar o que saiu.
  • Tratar perda e quebra como se não existissem.

Referências sobre CMV e margem: TOTVS, Serasa Experian e Stone. Para obrigações fiscais, consulte o seu contador e os portais oficiais (gov.br, Receita Federal e SEFAZ do seu estado).

Perguntas frequentes

Preciso parar a loja para fazer inventário?

Não. O caminho prático é começar pelos itens de maior giro e completar o restante conforme você repõe a mercadoria.

Com que frequência devo conferir o estoque?

Uma conferência periódica dos itens de maior giro costuma bastar para pegar desvios cedo. O inventário completo pode ser feito por partes ao longo do tempo.

Planilha resolve?

Resolve enquanto o volume é pequeno e uma pessoa só mexe nela. O problema não é a planilha em si: é que a baixa depende de alguém lembrar de fazer depois da venda.

O que é curva ABC?

É a classificação dos produtos por participação no resultado. Serve para concentrar a atenção nos poucos itens que realmente movem o faturamento.

Como o SoftPay ajuda nisso?

A venda registrada no PDV dá baixa automática no estoque, e o cadastro guarda custo e quantidade. A curva ABC está disponível a partir do plano Loja.

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